Eu fui apresentada a bruxaria por uma amiga. Na época, me lembro de que quando ela começou a falar de Deusa, de wicca, e de todo assunto envolvendo o tema enormes pontos de interrogação foram surgindo em minha cabeça. A tese dela era: “se existe um Deus homem, porque não uma Deusa mulher.” E eu que gosto muito de estudar, fui atrás de conhecer essa nova corrente.

Foi aí que conhecei a Wicca, e depois de estudar e ver o que era eu vi que não era a wicca que eu procurava. Mas dentro de muitos conceitos que estudei, eu praticamente criei um culto meu. Tudo eu ia fazendo de maneira muito instintiva e natural. Naquela época não existia as facilidades da internet e dos sites de pesquisa, então eu buscava o que tinha em livro físico, e o restante dentro de mim.
Há uns três anos atrás, estudando um assunto para um artigo no blog eu me deparei com o nome SAGRADO FEMININO. Nesse momento algo estalou dentro de mim, e me disse: ‘epa, peraí!!!! Eu vivo isso!”e foi assim que veio meu encontro com a terminologia Sagrado Feminino. Mais uma vez lá fui eu em busca de fontes de estudo sobre o tema. Quando eu comecei a estudar (somente pela net) eu disse ao meu marido: “amor vem ver, o que vivo tem nome”!”. Mas ainda assim, as fontes de pesquisa eram escassas”.

Foi então que conheci a Mirella Faur e seus ensinamentos e vi que ela tinha livros publicados, mas cadê de achar esses livros? Eu me via diante de duas opções: Ou estudava no site,  ou comprava um ou outro livro dela por um site de sebo virtual onde os livreiros cobravam os olhos da cara pelos livros que possuíam. Diante de tal situação, optei pelo site.


Ano passado vi que a Editora Alfabeto começou a publicar os livros de Mirella Faur, e aí sim meu coração se encheu e esperança de ter fontes de estudo.  

O primeiro livro que vi foi O Anuário da grande mãe. Confesso que o já tinha visto na net em forma de pdf, mas não dá para estudar por pdf e também não acho certo e justo com que escreve e com que publica isso. Fiquei na espera de poder ter o meu físico, e esse ano pude ter.
Pois bem, após essa imensa introdução de minha vida, (rs) vamos ao livro em si:

Compre  seu AQUI


SINOPSE: Amplamente documen­tado e ilustrado, o Anuário da Grande Mãe é um precioso auxiliar na descoberta da energia curadora e renovadora do Sagrado Feminino.
Praticantes, solitários ou em grupos, vão encontrar informações indispensáveis para os rituais e festejos dos plenilúnios (Esbats) e das comemorações da Roda do Ano (Sabbats) com suas correspondências astrológicas.


Vamos falar de menstruação?
Credo Lunna, que nojo não tem assunto melhor? Não, kkkkkkkkkkkkk

Eu já falei AQUI sobre a relação da Menstruação e do Sagrado Feminino. Mas não vai ser em um passe de mágica, que seculos de pessoas  nos dizendo que menstruar é ruim  será desenraizado de nossa psiquê, né?

Então, eis que hoje uma das meninas do grupo de Sagrado Feminino que faço parte fez o seguinte desabafo:
Meninas, tenho que desabafar.Tento gostar de ser mulher, gostar de menstruar e ter o sagrado feminino dentro de mim, porem toda vez que menstruo é uma cólica que me destrói. Médicos g.o diz ser endometriose e outros apenas cólicas menstruais normal, minha cidade do sertão é precária em relação a saúde, aqui só fica bem quem pode pagar rios de Dólares para se tratar.Queria saber medidas caseiras, naturais e espirituais para me auxiliar. Pois isso me afasta do sagrado feminino e infelizmente chego a pensar em nunca ter filho, pq se sofro com cólica imagina no parto. Sei que é ignorância da minha parte, mas não aguento mais de dor...
Aí, antes de conversar com ela fui refletir em N fatores a cerca do desabafo dela. Que a saúde é um caos em nosso país isso não é novidade. Eu costumo dizer que em muitos situações for caso de vida ou morte, apessoa morre (literalmente). Mas se eu não posso resolver o caos da saúde e nem os preços abusivos do particular, eu fui ver o que eu poderia fazer para ajudar a Mistic Day.  
Sou bruxa de cozinha, e com o corpo todo (não só o pé) na Bruxaria Verde, então chá e ervas é praticamente meu sobrenome, rsrsrsrs.

Desde que eu me entendo por gente, eu sofro de cólicas. Também já falei sobre essa minha relação com elas aqui no blog. Todo mês eu ia para o hospital, porque eu desmaiava de dor e remédio via oral ou caseiro não resolviam meu 'problema', só intra venosa, ou injetável. Mas meu pai tinha um sítio e invariavelmente todo final de semana estávamos lá. E quando acontecia de eu menstruar estando no sítio e longe de hospital como fazíamos? Foi aí que eu achei como ajudar a Mistic Day. Aqui entra a velha sabedoria popular e a receitinha da vovó, no meu caso vovô já que ele era farmaceutico prático. Meu avô nunca fez uma faculdade de farmácia, mas sabia mais de remédios e ervas que muitos médicos formados e aprendi muito com ele. Nisso me veio um ensinamento do meu bisavô, também famaceutico prático e parteiro, quando um bebê recém nascido chorava muito ele dizia: "Cabeça fria e pé quente!"
O que isso quer dizer? Bebê recém nascido chora muito de cólicas, então o primeiro passo era por meias, macacão de pezinho, enrolar numa manta, mas não agasalhar a cabeça por causa da moleira.
Então aqui entra a primeira dica:
PÉ QUENTE
Ah, vá... só esquentar o pé vai melhorar a dor? Calma que vem a segunda dica:

Segundo:


 Aqueça a barriga. A famosa bolsa de água quente, não tem bolsa? Vai garrafa pet mesmo. O importante é aquecer a região do útero.
Terceiro dica:


Tome um chá 
Pode ser qualquer chá? Pode. Vamos partir do principio que o chá vai nos aquecer, mas existem chás mais propícios para situação. Alguns: Camomila, hortelã, erva cidreira, salvia, etc.... Cada uma dessa ervas tem uma propriedade especifica para dores, mas o que elas tem em comum é que todas acalmam, e fazem relaxar e acabamos dormindo, e dormindo a dor passa e a gente nem vê.
Mas tem uma erva que sempre usei, que se você tiver por perto pode usar, mas lembre que remédio natural também é remédio ENTÃO NÃO ABUSE DO CHÁ. A erva que uso é a ERVA DE SÃO JOÃO. Ela é confundida com mato, mas aprendi a usa-la quando ia para os sítio e sempre atendeu ao que era indicada.


Erva de São João que cultivo para meus chás

Outra coisa que ajuda muito é fazer o diário menstrual. Você pode saber sobre ele AQUI.

Anote nele: O dia de hoje, a lua, qual dia da sua menstruação você está, e os seus sintomas, os mal estar. Faça isso todos os dias do ciclo. Pelo menos por 3 meses, e vc vai poder perceber se tem um padrão as dores e a menstruação. No restante dos dias entre os ciclos, anote tbm, tipo um diario ou somente tópicos do seu dia, e compare tbm com os outros meses. Dá trabalho? Pra caramba, mas só assim você vai conhecer o seu ciclo e aprender a conviver para ter menos dores
Espero ter ajudado um pouco a você a passar por esse momento em que a gente se ente mais frágil.


Namastê!





Quando eu me redescobri bruxa, sim eu me redescobri. porquê tenho certeza que sou bruxa e várias vidas. Mas voltando quando me redescobri bruxa eu fiquei totalmente perdida. Primeiro eu ouvi sobre a Wicca, aí eu deduzi que para ser bruxa tinha que ser Wicca. Comecei a partir do nome Wicca, minha busca para o meu caminho bruxesco. Só que eu não sabia nem como nem por onde começar.

Assim começou minha busca por cursos de wicca. Gente minha pergunta na época era a seguinte: Como assim, não existe uma Hogwarts? Porque em minha ignorância, no sentido de falta de conhecimento, eu imaginava que teria cursos, ou alguém para ensinar. E então eu vi que Hogwarts não existe, e que eu teria que estudar (e muito) sozinha. As histórias de HP são lindas de se ver e só isso. 

Não dá para sair por aí fazendo magia, invocando elementais, Deuses e Deusas, fazendo rituais sem saber com quem estamos lidando, para que é o ritual, e as possíveis 'reações adversas'. Mexeu com o Deus errado, ou invocou a toa, não se engane, vai ter que arcar com as conseqüencias disso. 
"Ah, mas eu me enganei e invoquei um Deus (a) e era outro (a)". Primeiro: Era mesmo necessário invocar um Deus? Segundo: Estava preparado para tal? Terceiro: Por que recorreu a esse Deus específico? Por último, mas não menos importante: O ritual, ou feitiço, era mesmo necessário ou com um pouco mais de empenho o objetivo seria conquistado?
Tudo isso, e mais um monte de outras coisas devem ser analisados. A magia está em tudo, mas isso não significa que podemos usá-la a toa. 

 Nesse processo de estudo e aprendizado vi que antiga arte  é uma coisa e wicca outra, apesar de em ambos casos o termo usado ser Bruxa (o).
Segundo o site Wikipédia, Wicca é uma religião neopagã influenciada por crenças pré-cristãs e práticas da Europa ocidental que afirma a existência do poder sobrenatural(como a magia) e os princípios físicos e espirituais masculinos e femininos que interagem com a natureza, e que celebra os ciclos da vida e osfestivais sazonais, conhecidos como Sabbats, os quais ocorrem, normalmente, oito vezes por ano. Autoridades como Alex Sanders referem-se a ela como religião natural, "a mais antiga do mundo". É muitas vezes referida como Witchcraft (em português: "bruxaria") ou the Craft por seus seguidores, que são conhecidos como Wiccanos ou Bruxos. Suas origens contestadas residem na Inglaterra no início do século XX , mas foi popularizada nos anos 50 por Gerald Gardner, que na época chamava a religião de "culto às bruxas" e "bruxaria" e seus seguidores "a Wicca". A partir dos anos 60 seu nome foi normalizado para "Wicca".
Ou seja, falando em termos gerais, a Wicca é uma religião, e como tal seus dogmas a serem seguidos. Existem diversas tradições dentro da Wicca. Algumas, como a Wicca Gardneriana e a Alexandrina, seguem a linhagem iniciática de Gardner; ambas são frequentemente denominadas de wicca tradicional britânica, e muitos dos seus praticantes consideram que o termo "Wicca" possa ser aplicado unicamente a elas. Outras, como o cochranianismo, Feri e a Tradição Diânica, tomam como principal influência outras figuras e não insistem em qualquer tipo de linhagem iniciática. Alguns destes não usam o termo "Wicca", preferindo "Bruxaria", enquanto outros creem que todas estas tradições podem ser consideradas wiccanas.



Para falarmos de wicca, se faria necessário um tópico (ou vários) só para ela. O que faremos ao longo de nossa caminhada. Essa definição básica é apenas para mostrar o que é Wicca.
Já a antiga arte, dentro do qual estão várias tradições, temos como base o culto a Natureza e seus elementos. Reconhecemos a Natureza como sendo a criadora e geradora de vida. Cultuamos as fases da natureza, as estações, vivemos em completa harmonia com suas fases e suas representações. Podemos observar que tudo é cíclico e que nossa vida segue exatamente o mesmo curso do nascer, viver e morrer da Grande Mãe. Somos também politeísta, mas sem influência pré cristão, ou Cristã. Aliás muitos de nossos rituais foram pegos e "santificados" pelos cristãos. Mas isso também é outro assunto.

Então, se você chegou até aqui, se está pensando em percorrer esse caminho tenha em mente uma coisa: NUNCA MAIS VOCÊ PARARÁ DE ESTUDAR, e se chegar num ponto onde acha que sabe tudo; RECOMECE SEUS ESTUDOS.A Magia é arte em movimento, ela não é uma ciência exata. Não existe Hogwarts. Não somos Harry Potter. Não voamos em vassouras, mas a usamos muito. Não mexemos o nosso nariz para os lados e a magia estala na nossa frente. Elas acontecem? Simmmmmmmmm, mas requerem tempo e dedicação. E principalmente ACREDITAR que é possível.

Quer iniciar seus estudos? Ótimo. Mas se pergunte antes:
  • 1.       Por que eu quero caminhar por esse caminho?
  • 2.       Acredito na Lei do Retorno?
  • 3.       Estou disposta (o) a estudar, e estudar muito?
  • 4.       Estou ciente que nada me cairá do céu, e que tudo irá requerer esforço, força de vontade e dedicação?

Se para algumas dessas perguntas sua resposta for NÃO; repense. Mas se for SIM, seja bem vindo. Pegue uma cadeira, sente-se e se ponha confortável; porquê teremos muito chão para caminharmos juntas.

Namastê!



Oi amoras? Vamos falar do Altar do Sagrado Feminino?



Então vamos começar do começo. Partimos do requisito de que o altar do Sagrado Feminino não tem nada a ver com o nosso alar de bruxa, se formos ver que ele pode ser feito, honrado e vivido por qualquer mulher de qualquer religião e crença. Mas como bruxa que somos, esse altar nos une ainda mais a(s) Deusa(s). O Altar é onde nos conectamos com a Deusa criadora, a mãe de todas nós, e onde nos conectamos ainda mais com a NOSSA Deusa Mãe dentro do Sagrado Feminino.
Ironicamente hoje eu estou aqui para falar de algo que tem a semana inteira menos no sábado, novelas, uma em particular. 
A menos que você viva num lugar afastado de todo tipo de entretenimento já sabe do bafão da novela das seis da globo, Além do Tempo.
Não é segredo para ninguém que as novelas ultimamente estão de indo de mal a pior (ainda mais depois da santa Netfilx), exatamente por isso todas as emissoras começaram a comprar séries americanas desesperadamente, o que me revolta e muito. Por que diabos comprar séries internacionais se somos tão bons na ficção? O que falta é reciclagem, há enredos que não funcionam mais, coisas que o público já não compra. Afinal de contas qual é a diferença da novela, da série e dos filmes? É o mesmo tipo de entretenimento, feito do jeito certo, dá certo.
Bem, voltando a novela, o que aconteceu foi quase uma segunda temporada sem hiatus. Eu já sabia que essa novela era boa por causa dos meus pais, se eles param para assistir pode ter certeza que coisa meia boca não é. Mas, jamais imaginei uma surpresa dessas.
A novela começa no passado, e por mais que eu ache que faltou um pouco de treinamento do sotaque gaúcho por parte dos atores, essa parte já nos deixou claro da temática espiritual que a história tinha. Cheia de anjos, desencontros e muitas, mas muitas, citações à livros da Zibia Gasparetto.
Essa segunda parte começa a tratar do carma, muitos anos depois os mesmos personagens voltam a se encontrar, alguns continuam a ser pais e filhos, outros nem se conhecem, mas o amor e a mágoa está definitivamente marcada em cada um deles. Deu pra entender né. 
Mesmo achando essa ideia ótima fiquei meio cética com o primeiro capítulo, pois é a cara da produção da globo deixar metade do enredo para primeiros capítulos, sobrando apenas enrolação para os meses seguintes, porém desta vez foi diferente. No capítulo de quinta-feira foram apresentados cada personagem, e como estavam, com quem, trabalhando onde, enfim, esse capítulo foi apenas para nos atualizar.
Não estou aqui para dizer assista, pois sei que rola muito preconceito com novela, também não posso julgar porque sei que essa é uma exceção as outras. Mesmo assim, gostaria de compartilhar a minha alegria com essa novidade que deu super certo.

Por hoje foi só, me aguardem nas próximas semanas com mais novidade, e temas diferentes. Comentem se assistiram, se curtiram, ou se não curtiram. Comentem também uma sugestão. Beijos e até mais.
Olá amoras! Como vocês estão? Eu estou, de novo, entrando no meu ritmo.

É ‘engraçado’ como a nossa vida passa por reviravoltas, mesmo que internas de tempos em tempos, né? Acabei de passar por uma metamorfose, não sei expressar o que mudou, mas sinto que algo em mim mudou.

Eu sinto muito as estações do ano, e parece que minhas energias as acompanham, e nessa entrada de primavera é como se eu também estivesse renascendo.

O que eu acho mais legal é a sintonia que sinto com pessoas a minha volta.

O texto da Gisele de hoje, expressa exatamente essa minha mudança. Ao contrário dela, não cortarei minhas madeixas, mas já mudei a cor. Rsrsrsrsrsrs Apesar de que até um tempo atrás todas minhas mudanças eram acompanhadas de um corte radical nas madeixas.

Não vou me alongar muito falando, porque o texto da Gisele expressa exatamente tudo que eu desejaria lhes falar.

Cabelos e histórias para contar




Anos e anos de cultivo de uma longa cabeleira. Fim de uma era. Início de outra. Durante esse tempo, observei que toda mulher que passa por mudanças em sua vida, acaba mudando o cabelo também. Quando internamente nos percebemos diferentes, olhamos no espelho e sentimos uma necessidade de adequar aquele rosto ao novo ser que ali habita. Pode ser um corte radical ou moderado, uma nova coloração ou assumir a cor real. Não importa o que fazemos para mudar, apenas parece coerente ter um novo visual para essa nova mulher que surge depois de ser submetida ao caos que as mudanças provocam.

Sim, eu cortei muito. Passei do longo ao curto de uma só vez, sem estágios intermediários. Era uma vontade que me acompanhava fazia tempo, mas eu sabia que tinha que esperar a hora certa, estar segura do que ia fazer. Quando você passa por vários momentos de abalos profundos na sua estrutura, é preciso deixar a poeira assentar para poder ver com clareza. Quando tive certeza que queria um visual diferente, ainda alguma coisa me segurava. Muitas vezes na vida, existem motivos ocultos que aguardam para serem revelados. Hora de mergulhar fundo em nós mesmos. Vasculhar tudo em busca de uma revelação. Aquilo que te prende te bloqueia, te impede de fazer o que se quer, guarda em si um potencial de felicidade e alegria. Elas são a recompensas que surgem quando se vence o medo.

Para que minha investigação fosse bem sucedida, era só ser honesta comigo mesma. Isso não é tão simples quanto parece, por isso mesmo que o autoconhecimento é um processo longo e árduo para a maioria de nós. Depois de muitas perguntas, percebi que estava presa na armadilha do ego. Meu cabelo sempre chamou muita atenção. As pessoas sempre elogiavam muito, todo mundo falava nele com frequência. Se eu falava em cortar, vinham interjeições negativas e olhares de espanto e reprovação. Pensava então que em time que está ganhando não se mexe. Tá bom, nenhum problema com isso se eu não tivesse virado prisioneira desse status. Se continuasse a pensar daquele modo, manteria aquela mesma aparência para o resto da vida.

Foi então que percebi que minha necessidade de liberdade era maior do que a necessidade de agradar aos outros e consequentemente receber elogios. Senti que era uma vontade genuína, vinda lá do fundo da alma que se diferencia completamente da superficialidade do ego. Quando a tesoura começou a cortar meu rabo de cavalo, lágrimas vieram aos olhos, mas não rolaram. Logo em seguida, fui tomada por uma sensação de alívio enorme. Senti uma leveza imensa, não só porque tenho muito cabelo e ele pesa de verdade, mas porque eu estava ali afirmando para mim mesma que não me importava se ninguém gostasse, eu estava vivendo e amando aquele momento e isso era muito mais pleno e satisfatório do que opiniões alheias.

Para minha surpresa, recebi muitos elogios, todo mundo adorou e eu realmente não esperava por isso. Não é porque estou de olho no meu ego, tentando manter ele quietinho para eu ouvir mais minha alma que não aceitei os elogios. Fiquei muito grata, mas sabendo que a minha opinião é que vem em primeiro lugar. Terminei um capítulo longo (duplamente!) da minha história com final feliz, para mim que aprendi mais sobre mim mesma, e para as portadoras de câncer que vão receber a minha doação feita com o coração cheio de alegria. Quando a gente faz aquele que a nossa alma pede, recebemos muito e transbordamos para os outros inevitavelmente. Que todos possam transbordar. Sempre.
Gisele Monteiro


Olá amoras!

Depois de uns dias sem vir vê-las, estou de volta. Esse artigo já era para ter sido postado há dias, mas fui acometida por uma enxaqueca que me nocauteou. Eu tenho enxaqueca crônica, e tem vezes que ela vem mais leve e outras........ nossa! Como ela me judia.

Hoje temos mais um artigo da Gisele, e qual a minha surpresa quando ela me enviou o artigo e eu vi que ele se encaixava perfeitamente a minha situação...

Peço desculpas a vocês pelo sumiço, e a Gisele pela demora em postar. Sou muito grata a ela por ter me entendido e esperado. Gratidão! _/\_

Por trás das adversidades





Tive a sorte de ficar muito doente. Não, ao contrário do que você pode pensar, não foi nenhuma doença mental. Pode ter certeza de que não fiquei feliz e não acredito que alguém goste de ficar doente. Dor, desconforto, impossibilidade de fazer coisas que você precisa ou quer. Idas ao médico, montes de exames, gastos com remédios tornam tudo ainda mais desagradável. Tudo isso faz com que não tenhamos uma visão mais ampla do que está acontecendo. A gente nunca pensa que pode haver um lado positivo em ter problemas de saúde, mas se quisermos, podemos ver as coisas por outra perspectiva.

Na primeira semana, eu fiquei muito mal e não havia nada que eu desejasse mais do que o fim daquilo. Tive que mudar minha rotina e parar com tudo. O foco estava em fazer tudo o que fosse possível para melhorar e voltar as minhas atividades normais. Doenças, assim como outros eventos não programados que surgem de repente, nos obrigam a redefinir as prioridades naquele momento. Esses eventos nos forçam a parar com a correria diária e reavaliar o peso que damos a várias outras coisas pelas quais estamos passando. Diante da dor, algumas preocupações que estavam na minha cabeça perderam o sentido. O mal estar contínuo me levou a abrir mão de alguns hábitos que me prejudicavam e que eu estava com dificuldades em abrir mão.

Várias correntes espirituais acreditam que as doenças são processos de purificação não só do corpo físico, mas da alma também, já que ambos estão profundamente ligados. Também dizem que todas as adversidades que surgem em nossas vidas são bençãos disfarçadas porque acabam trazendo um benefício muito maior do que percebemos em um primeiro instante. Somos humanos e sentimos medo, resistimos, lutamos contra qualquer acontecimento que nos cause o menor desconforto ou sofrimento. A saída é respirar fundo e tentar perceber o que é que aquela situação está tentando nos ensinar. Leva muita vantagem quem é humilde o bastante para fazer esse treinamento que pode facilitar e muito a vida nos períodos turbulentos. Vale lembrar que a vida é feita de ciclos e quando um deles se encerra, outro novinho em folha começa. Um dia estamos por baixo, mas no outro estaremos por cima novamente. E tudo se repete continuamente.

Depois que o pior já tinha passado, quando só me restava aguardar a lenta recuperação, pude enxergar que aquilo tinha sido uma jogada de mestre. Foi um grande desafio, mas consegui tirar proveito dessa situação me livrando de coisas que já não me serviam mais. Foi a hora da verdade para mim em muitos sentidos, foi como se o universo me dissesse: agora presta atenção que eu vou te mandar a real. Muitas vezes ficamos enredados em questões que tomam grandes proporções porque nós mesmos as aumentamos. As coisas tem o peso e o valor que damos a elas. Podemos sempre diminuir a importância daquilo que nos incomoda, que nos rouba energia e não nos faz feliz. É só ampliar o enquadramento e ver além. A maioria das coisas que nos preocupa agora não serão nada em alguns anos. Podemos sempre encontrar dentro de nós mesmos a força para superar qualquer adversidade. Se olharmos em volta encontramos alguém vencendo problemas maiores que os nossos. A força interior de cada um vem da mesma fonte, do divino que habita em nós. Todos somos um.

Namaste! _/\_
Enfim, estou aqui novamente para trazer notícias quentinhas para vocês minhas amigas, e claro para dar uma animada no fim de semana. Bom, eu já tinha falado de uma das maiores estreias na tela dos EUA que será Super Girl, mas isso só acontecerá em novembro, mas agora já estão sendo lançadas novas séries, além de séries que estão voltando de seus malditos hiatus.
Com certeza vocês devem ter comprado alguma ideia genial de uma série nova não é mesmo? Isso também aconteceu comigo, e foi isso que eu vim fazer aqui hoje, contar minha experiência assustadora com uma série nova, a estranhíssima Scream Queens.


Com ótimos atores, da conhecida comédia americana, essa série vendeu uma ideia de completa vivacidade mórbida (se é que vocês me entendem), tendo até Ariana Grande em seu elenco o primeiro episódio tinha tudo para prender o público e dizer uau, quero mais.
Porém não foi bem isso que eu disse depois de terminar de assistir. A série que teve sua transmissão na FOX aqui do Brasil, na terça, não fez jus ao que vendeu.


Não estou dizendo é ruim não assista, até porque se está aqui, é uma dica. Mas eu me decepcionei bastante com a trama que tinha tudo para me ganhar já no primeiro episódio. Dou um conselho, se for assistir tirem as crianças de perto, tem muito sangue, tripas e pessoas sem escrúpulos.
Cheia de preconceito e humilhação, eu fiquei bem chateada com Ryan Murph, criador da série, já que em Glee, que era sua também, ele lutou contra o bullying. Sabe aquela série que não te agrega nada? Pois é. Sei que muita gente vai dizer é só uma série para assistir não para agregar alguma coisa. Mas mesmo assim, eu senti nojo dos personagens, não por terem sangue nas mãos. Sei que é a realidade, mas para mim não deveríamos dar tanta bola para esse tipo de realidade a ponto de colocá-la numa série de suspense.


A história é toda um clichê só, mas vale a pena conferir. Cheia de cenas de mortes que muitas vezes são até estúpidas, o primeiro episódio de Scream Queens foi um misto de Gossip Girl, Pretty Little Liars e Tomate Assassino (se você não assistiu o último não perca seu tempo é um tomate gigante matando todo mundo).

Bem, assistam, se já assistiram e querem discordar de mim ficarei muito feliz de ver seu argumento nos comentários. Comente se não gostou também, beijos e até mais.
Olá amoras!

Hoje é dia de mais um texto da Lunnam. Vi que o artigo dela teve muitas visualizações, e fico feliz que tenham gostado.

Não esqueçam de dar uma passadinha pelo Instagram, lá sempre tem textos legais e inspiradores!


A Natureza



Não há nada mais belo neste mundo do que a Natureza. O sol, a lua, o céu, a terra, o mar, os frutos, as flores, os animais; é tudo maravilhoso! Se pararmos pra observar e realmente prestarmos atenção, veremos que há muita magia na natureza. E tudo isso, mesmo com toda simplicidade, tem o porquê de acontecer: o pássaro com fome busca frutos em uma árvore; as sementes desse fruto caem sobre a terra e são germinadas; uma nova árvore nasce, cresce e seus frutos servirão de alimento para outros pássaros, animais, para nós e então eu pergunto: como não ver a beleza nisso tudo? Ás vezes quando as pessoas leem sobre "cultuar a natureza", dizem que não entendem ou não o fazem, por simplesmente não saber o que significa. Se você aprecia o canto dos pássaros, o brilho do sol, da lua, a beleza das árvores e seus frutos, se você consegue sentir a energia de um banho de mar, cachoeira ou até mesmo um banho de chuva, então sim, você cultua a natureza. É uma forma de dizer que a sentimos, apreciamos e isso é maravilhoso. Mas devemos nos lembrar  sempre de algo muito importante: a natureza está aí, disposta a nós e não podemos nunca deixar de agradecê-la por tudo que ela nos oferece, natureza é vida! Então aproveite a natureza, viva a natureza, seja a natureza e sempre cuide dela e agradeça, ela saberá retribuir!

Abençoados sejam!
Olá amoras! Hoje tenho mais novidades, querem saber?

Contamos agora com mais uma colaboradora... \o/

Tenho uma conta no Instagram, e foi lá que conheci o Ig do Mas e se. Alias foi ela quem me encontrou, e entre conversa a convidei para ter uma coluna aqui no Amoras, já que temos assuntos e estudos em comum; e a adminstradora  aceitou, e hoje temos sua primeira postagem. Legal, né?

Eu adoro essa conexão que a internet nos proporciona, de conhecermos pessoas com mesmos interesses, mesmo referenciais, e esse tipo de coisa... Vamos lá ler o que a Lunam tem a anos dizer?

A porta mágica


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E se você por um instante tapasse os ouvidos para o mundo, fechasse os olhos e se permitisse olhar pra dentro de si mesmo?  E se você parasse de ouvir as vozes de fora e ouvisse o seu coração? Ah, nada como um instante de solidão para por em ordem seus pensamentos, organizar seus desejos, parar pra pensar no quer e no que realmente precisa! "Mas não há tempo, minha vida é tão corrida! Trabalho, faculdade, filhos, cuidar da casa..." Esqueça disso tudo por um instante: não precisa um dia inteiro, mas tire alguns momentos para si; permita-se fechar as cortinas do mundo, vá para longe do "tic-tac" dos relógios, do barulhos dos carros, desligue o som, a TV, o celular. Saia para caminhar por um parque ou uma praça, sente-se ao sol, sinta a brisa tocar sua pele e observe o balançar das folhas das árvores,ouça o canto dos pássaros! Ou observe a lua da tua varanda, da tua janela, veja teu brilho e das estrelas ao seu redor, sinta sua energia! Tome um chá, acenda um incenso, e quando estiver relaxado o suficiente, vai estar pronto para atravessa-la: a porta mágica! A porta que vai pra dentro do seu mundo, onde sua mente, alma e coração tem voz, e você consegue ouvi-las, essas vozes que lutam dentro de você diariamente pra serem ouvidas. Então ouça e converse consigo mesmo, verá que muitas vezes somos a melhor companhia que poderíamos ter. Faça isso e verá o quanto é importante darmos atenção aos nossos sentimentos, à nossa razão, à nossa alma. Se ame. E agradeça à Deus, à Deusa, aos Deuses, à Natureza, ao universo ou seja lá no que acredite, pela sua existência, por suas vitórias e por ser maravilhosamente um ser único no mundo. 

Abençoados sejam!

Ain, minha lindas amoras, eu fico tão feliz em ter almas tão generosas que aceitam compartilhar um pouco de si comigo, conosco e com nossa vida.

Lunam seja muito bem vinda ao Amoras com Pimenta. Gratidão por ceder um pouco de seu tempo para nos proporcionar textos tão inspiradores, tanto aqui no blog quanto no instagram.

Se você gostaram do texto da Lunam não deixem de segui-la também no INSTAGRAM.

Namaste! _/\_
Olá pessoal, estava meio desaparecida, mas é que trabalhar, estudar e escrever não é uma vida muito convidativa. Para quem sentiu falta da minha coluna, espero que curta o post de hoje, que está bem romântico. E para quem nunca leu as minhas dicas fiquem a vontade e seja bem-vindo.

Eu sei que já disse que não gosto muito de romances, mas hoje eu resolvi pegar leve com quem ama esse gênero e trouxe um dica que vai fazer vazar açúcar do seu computador. Eu não sou uma chata anti-romântica, até gosto de algumas histórias, por exemplo, do Nicholas Sparks. E é dele, ou melhor da versão filme de alguns de seus filmes que eu vou falar. Acho que deu pra entender né.

Começaremos pelo mais recente filme dele que eu vi, Uma longa jornada.


Bem, não vou contar o filme, só vou dizer que tem duas histórias dentro de uma e que isso torna tudo maravilhoso. Embora o enredo da história do casal de jovens seja meio bobinho (minha humilde opinião), é a mesma coisa de sempre, ele pode morrer, ela está longe, os dois são de mundos diferentes, eita vida difícil. Por outro lado, temos um doce amor eterno de um senhor, que está a beira da morte, esperando reencontrar a mulher amada, para mim podia ser só esse enredo e eu ficaria muito feliz. No resto, assistam. O ponto fraco é que eu me irritei com algumas atitudes dos personagens, e esse é o ponto forte, por que quando percebi já estava super envolvida com a trama, querendo resolver o problema de todo mundo. (Uma dica, não queiram assistir filme comigo.

Vamos para o meu filme, história, livro preferido. Um amor pra recordar.


Eu li o livro, e fiquei apaixonada pela proposta, quando assisti o filme acabei derretendo. O fato que mais me prendeu não como a carola mudou o menino vida loka, foi como a fé foi demonstrada. A mocinha não fez o mocinho ser temente a Deus por que era necessário para ficar com ela. Ele precisou ter fé para amá-la. Tem uma coisa que eu aprendi quando era pequena, que é amor e fé são praticamente a mesma coisa, e esse filme trás exatamente isso como enredo. Esqueçam o clichê do câncer, esqueçam o amor adolescente, lembrem-se apenas da mensagem, que é linda por sinal. E se você não entendeu nada do que eu escrevi, corre lá ver o filme, vale a pena.

Bem, por hoje é só isso. Se caso vocês quiserem mais posso preparar um parte dois dos filmes de Nicholas Sparks, comentem aí embaixo. Ah, e caso você não gostou comenta aí um filme ou série que gostaria de ver como dica. E tem mais, essa é a única chance de dar para alguém a tarefa de assistir uma série ou filme que você não está com coragem de ver, se for boa eu coloco de dica aqui o seu comentário. Beijos e até a próxima.
Olá amoras!

Cá estou para mais uma dica de livro. Sim; minhas amoras eu leio muito e todo, ou quase todos estilos literários. Ponderei muito em trazer a resenha de Conto de Fadas as Avessas pelo seguinte motivo: sou madrinha, digamos assim, do livro.

Como já mencionei aqui, eu tinha outo blog que era somente sobre livros, e foi em uma coluna desse outro blog que Karolayne nasceu. Um dia, há uns quatro anos atrás, estava eu andando pelo face e me deparei com uma página chamada Viajando Através das Palavras e depois de ver algumas postagens convidei a Jariane para ser colunista no blog. Ela mais que topou e me perguntou o que ela poderia postar e eu disse que a coluna era dela, e que ela quem decidisse; contanto que fosse à temática literária. E foi assim que Karolayne nasceu, antes com um título de Cresci, e agora? Que era o título da coluna. Alguns meses depois, a coluna virou livro e o livro virou uma trilogia, e o mês passado foi o lançamento do livro pela Editora Sollo.

Eu não vou resenhar o livro, mas vou lhes contar como ele é ok?




Sinopse: O que você faria se o primeiro amor lhe decepcionasse?
Karolayne Lancaster, estudante de jornalismo e babá, sonha com uma vida de contos de fadas. Ela cresceu lendo romances e idealizou o príncipe perfeito.
Seu príncipe virou sapo, seu castelo ruiu e seus sonhos românticos foram jogados para o ar.
Depois de sofrer esta decepção, Karolayne resolve dar um basta em seu mundo de faz de conta. Mas a grande pergunta é: mudança significa esquecimento, ou é só um método covarde de se esconder do que te faz sofrer?


Conto de fadas as avessas vem numa contra mão de livros que eu vejo bombando em blog literários. Porque ele vem na contra mão? Porque é um livro que nos remete a inocência da juventude, do primeiro beijo, do primeiro namorado, enquanto os livros que mais bombam são os hot.

Karolayne é uma menina que acredita em contos de fadas e príncipes encantados. Entre estudar e ser uma jovem adolescente, ela divide o seu tempo cuidando de duas foférrimas meninas gêmeas. Eu sou mãe e é impossível não imaginar uma babá cuidando de minha filha com ela cuida das meninas. As gêmeas são animação pura, assim com toda crianças, e tudo em dose dupla. Elas tem um irmão mais velho, o Pedro, que Jariane conseguiu retratar muito próximo da realidade ‘chata’ que são os meninos na faixa dos seus 19 anos. Ele implica muito com Karolayne, é quase uma implicância e irmão mais velho, se não fosse o fato deles não serem irmãos.

Com o caminhar do livro a gente vê o que tem por trás de tanta implicância, e onde há fumaça; há fogo, né?

O desenrolar da estória de Karly (maneira como Pedro a chama, só porque ela detesta) é pra delicia. Porque podemos ver as fases de transformação que ambos passam.

Li o livro enquanto era escrito, li o livro depois de escrito no formato e-book, e agora reli o livro em formato físico. A diagramação do livro físico ficou linda, delicada como a estória merece.



Minha filha mais velha tem 13 anos, e é um livro que entrego em suas mãos para que ela leia e fico sossegada, porque sei que é tipo de livro que leva as meninas dessa idade a se encantar por seu primeiro mocinho de papel, e que as cenas descritas são de uma inocência que só o primeiro amor nos reserva.

É um livro de uma leitura leve e rápida, próprio para pegarmos em uma tarde e nos deixar levar por um mundo de primeiro amor.

Espero que você tenham a oportunidade de também conhecer Karly.

Namaste. _/\_



Olá amoras!

Há tempos eu deixei de ser uma blogueira literária, mas não deixei de ser uma leitora voraz. E sendo uma leitora como sou, me dediquei e me possibilitei a ler somente livros que me trazem felicidade e prazer. E assim me sinto com os livros da Keila Gon.

Quando falei com vocês sobre Cores de Outono (dica aqui), creio não ter sido justa o suficiente com o livro e com a alegria que ele me trouxe ao ler suas páginas. Nascida e criada no interior de Minas Gerais, tendo minha avó morando numa pequena cidade aos pés da Serra da Mantiqueira, não foi difícil eu visualizar tudo que a Keila descreveu tão belamente em seus livros.

Cores de Outono é aquele livro que nos traz de volta a magia dos livros e a magia da magia. Quando a Keila me enviou Cores  (isso logo que o livro foi lançado) eu demorei um pouco para ler, e quando o li fiquei olhando para o nada um tempo e me perguntado por que não o li antes. Mas valeu a pena a demora em ler Cores, porque quando o li foi de frente para uma montanha linda, que conseguiu me por em cena na montanha dos Von Berg, e a cada cena que se passava eu consegui me visualizar encontrando tudo que Melissa, a protagonista, encontrou na montanha.



Sinopse: Sombras da Primavera - Amor, escolha, compromisso...
No segundo volume da saga, Melissa e Vincent lutam para perseverar em suas promessas e arriscam suas vidas para encontrar uma resposta... Quem controla o coração? O medo ou o amor?
Conflitos agitam a frágil realidade do Mundo Físico, enquanto intrigas se multiplicam em um Mundo Mágico, inóspito, onde nem tudo é o que parece ser. Amizades improváveis surpreendem com novas alianças; maldições e traições colocam o perigo perto de quem se ama. Sombra e Luz estão em confronto mais uma vez... entre dificuldades e perdas, a esperança renasce com uma surpreendente descoberta e apenas a herança de uma linhagem única poderá mudar o rumo dessa história.
Melissa e Vincent confiaram no destino, agora, precisam confiar na força deste amor.


Quando conversei com a Keila e ela me disse que me enviaria Sombras da Primavera como um presente porque eu acompanho a saga desde o inicio, foi um misto de felicidade, com uma sensação de estar fazendo parte de algo maior, como se eu pudesse viver toda magia que Keila proporciona a seus leitores. E devo lhes confessar que dessa vez eu demorei menos para pegar o livro em minhas mãos e ler, porque eu sabia o sentimento que me invadiria ao terminar suas páginas. Eu não sou o tipo de leitora que se apaixona pelo mocinho e fica suspirando aos quatro ventos por ele, mas sou o tipo de leitora que se irrita quando me deparo com uma mocinha que fica choramingando pelos cantos, mas em Sombras da Primavera foi impossível não me apaixonar por Vincent, ainda mais, e não deixar de admirar a Melissa como mulher.

Em Sombras, vamos conhecer um Vincent apaixonado, certo de seu amor por Melissa, certo do que quer e deseja, mas também vamos conhecer um Vincent que teme ser feliz por conta de uma maldição que foi imposta aos magos das sombras. Ao seu lado vamos ter uma Mel pra lá de decidia do que quer, e tudo que ela quer é que Vincent entenda que ela o ama, e que a felicidade dele também é a dela.

Melissa é uma humana comum, não pode ser levada ao mundo da magia, aos olhos de Vincent, porque ela corre muito perigo, a magia pode ser e é perigosa, e é temendo pela sua segurança e a deixando a margem de tudo sobre a magia, que Melissa realmente passa a correr perigo. E é depois de Mel sofrer um grave ‘acidente’ apensa cheirando uma rosa no Jardim do Fogo, é que Vincent resolve que ela deve sim conhecer o seu mundo. Porém é quando ele decide isso que as coisas se complicam para eles, o mago das sombras é acusado de uma série de acontecimentos ruins que vem acontecendo na montanha, entre esse acontecimentos poso lhes contar somente um, a morte de um duende, e como um Sombrio, Vincent não precisaria de um motivo para matar o duende, ele apenas o faria, mas para piorar tudo ele terá esse motivo.

Tentando provar a inocência de seu amado, Melissa entra de vez para o mundo mágico, pede para falar com o Conselho e mostrar a eles o seu lado da versão sobre os fatos, o Conselho aceita recebe-la mas é justamente nesse encontro com o Conselho que o que temiam acontece...

Melissa se aventura pelo mundo das sombras, vai até Amsterdã atrás de outro mago das sombras. Entra nas terras do Demônio das Sombras e nos apresenta Victor, e que apesar de imaginar o quanto ele pode ser perigoso, foi impossível não em encantar por ele e a maneira com recebeu Melissa em seu reino.



Ayla, uma ninfa da água, amiga de Vincent deixa meus sentimentos conflitantes quanto a seu personagem.  Ela se demostra uma amiga fiel, e o é, mas meu ‘eu leitora ciumenta’ fica com um pé atrás com ela, mas no geral ela me cativou muito.

Presença fundamental e de grande importância é a família de Vincent, Aristela e Nicolau (seus ‘pais'), Viviana e Alex, dois elfos que moram na Montanha com a família Von Berg. Armand tem seu espaço cativo em meu pobre ‘core leitor’, e eu e Alice (irmã de Melissa) ficamos dividias em Armand e Heros facinho/facinho, se bem que Alice já sabe quem prefere, kkkkkkk

Gente chorei e ri muito com o livro, desejei veemente ter Aristela, Mãe de Vincent, em minha casa para tomar um chá comigo e ouvir seus conselhos.

Queria muito poder subir a minha montanha, sim aquela que falei que tem na minha cidade, e saber que lá vou encontrar todos Von Berg, e que todos personagens de Keila não estão só as páginas do livro. Aliás, creio que eles não estão só nas páginas do livro não, porque quando fechei Sombras (sim já estou íntima do livro e o chamando somente pelo primeiro nome) tive a nítida certeza que todos personagens deixaram muito deles comigo, e que mesmo sendo um livro de ficção e com personagens fictícios, eu aprendi muito com a determinação de Melissa e como medo de se entregar ao amor de Vincent.

A única coisa eu lamento profundamente é Luz de Inverno ainda não ter sido lançado e eu ter que esperar até o ano que vem para saber como a saga termina.



Ah, ainda em tempo, outra certeza que Sombras me trouxe foi: Vou deixar de ser uma leitora compulsiva e recomeçar minha vida de leitora, porque se tem uma coisa  que sempre gostei foi de reler meus livros, e isso eu não tenho feito. Quando eu fechei a última página do livro, me deu uma saudade de tudo que li, que decidi pegá-lo novamente e dessa vez me deixar levar ainda mais por suas páginas, me deliciar com cada momento do livro, e ler mais devagar (eu o li em 24hs) para poder ter todos os personagens por perto por mais de um dia.

Keila, amada escritora, muito obrigado por ter me proporcionado horas tão felizes ao lado de Melissa e Vincent e toda sua família. Assim como um outro livro que li há anos atrás me trouxe toda alegria de ser leitora, Sombras me trouxe toda felicidade de reler um livro. Beijos de luz e nutellados para você. Amei Alice chamar Mel de Tata, linda homenagem... Blessed be, amora, que sua carreira de escritora seja longa e próspera, para que eu possa desfrutar de personagens tão próximos a mim como  a família da Montanha é. Que assim seja, e que assim se faça. _/\_


Namaste! 

Book Trailer:



Olá amoras!

Agora contamos com uma colaboradora para coluna do Sagrado Feminino \o/.

Conheci a Gisele em um grupo do face do qual nós duas fazemos parte, e ela gentilmente e lindamente aceitou nos ajudar nessa caminhada rumo ao Sagrado Feminino, e eu fiquei muito feliz em tê-la aqui para agregar mais valores e conceitos nessa nossa caminhada.

Vamos ao primeiro artigo da Gisele e lhe dar as boas vindas?

A força da vulnerabilidade



Há algum tempo comecei a escrever textos sobre autoconhecimento. Sempre quis escrever e não encontrava o assunto. Achava que tinha que ser alguma coisa relevante para mim e para quem fosse ler. Ficava me perguntando o que eu teria de significativo para compartilhar com o mundo e não encontrava a resposta. Depois de me comprometer seriamente com minha viagem interior e a fazer mudanças mais que necessárias em mim mesma, percebi que o que mais me ajudou foram as histórias e experiências compartilhadas por outras pessoas. Uma das coisas mais poderosas que existe é um depoimento verdadeiro vindo de um coração aberto. Esse é também algo muito raro de acontecer, mas se há milhões de corações batendo nesse exato minuto, por que tantos estão fechados?

Crescemos em uma sociedade competitiva e de valores predominantemente masculinos onde as emoções e suas expressões são menosprezadas e algumas vezes até ridicularizadas. A consequência disso é que até nós mulheres, mais ligadas aos sentimentos por natureza, passamos a desvalorizar o que estamos sentindo, não damos atenção ao que está aflorando da nossa própria alma ou achamos normal quando o outro menospreza o que sentimos. Acreditamos que para sermos amadas precisamos nos encaixar nessa loucura generalizada que se instalou no nosso mundo doente. Seguimos sufocando partes essenciais do nosso ser e vestimos a armadura da mulher moderna que quer competir de igual para igual com os homens. Que quer provar que pode fazer mil coisas ao mesmo tempo e todas bem. Uma mulher quase máquina que se esquece que somos humanos e não temos como desligar a nossa sensibilidade. Qualquer tentativa nesse sentido cria distorções no nosso emocional, gerando um grande número de doenças como depressão, ansiedade e outras do tipo.

Eu carreguei essa armadura de super mulher por muito tempo. Nunca consegui ser super e ainda por cima fiquei aprisionada em uma realidade pesada demais, meu coração havia se fechado por completo. Pagamos um preço muito alto por não darmos ouvido aos nossos sentimentos. Nos desconectamos de nós mesmos, ficamos doentes e não conseguimos ter bons relacionamentos. Afundamos em areia movediça e muitas vezes nem somos capazes de pedir ajuda. Quanto mais nos fechamos, mais afundamos. Depois de entender que eu precisava me abrir para me curar e que não se pode amar sem se colocar vulnerável, comecei lentamente a me abrir apesar do medo. Começar a escrever, por exemplo, não foi fácil. Havia ali um certo desconforto, mas que foi compensado com o retorno que tive de pessoas que leram meus textos e foram tocadas de alguma forma. Percebi então que se abrir, se colocar vulnerável é sinal de força. Um coração aberto tem o poder de tocar outros e de transformar relações para melhor.

Na última semana, tive a oportunidade de conversar longamente com uma amiga de muitos anos. Ela também está na jornada do autoconhecimento, alguém com quem posso falar de coisas pessoais. Toquei em questões muito delicadas para mim e disse que era difícil fazer aquilo, mas esse foi mais um passo para fortalecer conexões verdadeiras com pessoas importantes para mim. Aprendi que se alguém não gostar de quem você é além das aparências, é melhor que saia o mais rápido possível da sua vida. O gesto de se abrir acaba peneirando os relacionamentos da sua vida e só os bons frutificam. A força de se colocar vulnerável vem da conexão que estabelecemos primeiramente com a nossa verdade. Ao se expressar livremente com aqueles em que podemos confiar, nós sentimos que temos um lugar no mundo, que temos direito a vivenciar uma gama de sentimentos e emoções positivas ou negativas, mas que são humanas e se as negarmos, estaremos negando a nós mesmos. E ninguém merece esse fardo.

Todos nós nascemos com luz própria e é natural que deixemos ela brilhar. Quando você se permite brilhar, é como se desse permissão a quem está a sua volta para brilhar também. A sua luz é única e sem ela o mundo fica faltando uma parte. Abrir o coração pode ser difícil, mas pode ser feito aos poucos, um passo de cada vez. Todo pequeno esforço nesse sentido conta com o suporte do universo inteiro e sempre é recompensado. É preciso muito mais coragem para se abrir do que para se fechar. E as melhores coisas da vida só podem ser experimentadas com o coração aberto. Espero que você alcance a plenitude em sua vida, com um passo de cada vez sempre se pode ir longe.



Gisele  Soares

Gisele, eu amei o artigo e sua maneira simples de nos passar exatamente o que pensa.

Seja mais que bem vinda ao meu cantinho, é um prazer tê-la aqui para juntas caminharmos.

Namaste! _/\_