Sagrado Feminino?

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Se você não está familiarizado com o titulo dessa postagem, deve estar se perguntando o que significa Sagrado Feminino, ou o associa a uma expressão feminista. Mas posso lhe garantir que a expressão de nada tem a ver com uma expressão feminista.
Desde sempre, como única filha de um pai e dois irmãos protetores, apesar de eu ser a mais velha dos três filhos, eu ouvia minha mãe me dizer que meu corpo era sagrado, que se eu não cuidasse dele ninguém mais o faria por mim. E eu cresci com isso em mente, que meu corpo é um templo, que sou uma criação fantástica e fabulosa de Deus, que igual a mim não existe nenhum outro ser na face da Terra. Não me interpretem como uma pessoa convencida ou cheia de si, apenas sou uma pessoa bem resolvia com o que sou. E com isso sempre fui diferente, digamos assim, das meninas, e hoje mulheres, que conviviam comigo. Nunca fui escrava da moda ou do que  dita mídia, e sempre segui o que eu queria e o que me fazia bem.



O Sagrado Feminino, hoje, é visto por muitas mulheres como uma filosofia de vida, e tem ganhado muitas adeptas nos tempos atuais, apesar de ser uma prática que as mulheres já praticam há milênios. Ele coloca a mulher em foco com seus sentimentos, seu ciclo menstrual, seu ciclo natural e em harmonia com a natureza.
Se formos fazer um estudo histórico, o que farei ao longo das postagens sobre o Sagrado Feminino, a mulher sempre esteve em evidencia nas tribos antigas, em algumas eram vistas até como seres sagrados, já que é delas que vinha a vida, a elas eram dado o poder de decisão das tribos. Com a descoberta de que o homem também tinha a participação na concepção da vida, a mulher passou a ser vista de igual para igual, e em alguns lugares com o passar dos tempos foi até colocada em ‘segunda posição’.
Quando a mulher atual resgata esse sagrado que existe nela, ela volta a ter consciência sobre si própria, e quanto mais ela e desligar do ‘mundo moderno’ e voltar para dentro de seu Eu, mais ela irá descobrir sobre suas questões interiores, seus instintos (o famoso sexto sentido), suas vontades e suas necessidades. Esse despertar para si, é como se a mulher se permitisse ser abraçada e acolhida por uma nova consciência que toma conta de si.
Ao entrar nessa consciência, a mulher sai da consciência patriarcal, que é adotada em muitas situações. Mas essa consciência não tem uma ligação direta com o a corrente feminista, onde a mulher busca todo custo seu lugar na sociedade, ela tem uma ligação direta sim com o feminismo, onde a mulher começa a se enxergar enquanto pessoa e ser humano que tem desejos e vontades próprias. Ao sair desse sistema patriarcal a mulher se vê mais livre, podendo se expressar de forma mais feminina, colocando para fora todo seu lado, que por vezes, ela pode sentir que o sistema a reprime. Uma mulher com consciência de si própria se sente segura por optar em ser somente mãe, sem a cobrança de ter seu espaço no mercado de trabalho, pode optar por ser só uma trabalhadora e não querer ter filhos, ou seja, ela pode optar em ser o que ela e o seu íntimo desejarem ser.
Podemos nos ver como seres completos e buscarmos nossa ‘deusa interior’, essa deusa pode ser um modo de nos inspirarmos e determinarmos nossa meta. A mitologia, que seja grega; celta, japonesa, etc..., nos trazem exemplos de deusas fortes e guerreiras, onde podemos facilmente nos identificar com algumas delas.



Ah, mas porque eu decidi seguir a filosofia do sagrado feminino eu vou ter que abandonar minhas maquiagens, meus saltos de 15 cm, e começar a andar de rasteirinhas e com roupas de lojas que vende incensos? Claro que não, o que diríamos de Afrodite, a deusa da beleza? E se eu optar por se apenas uma mulher que trabalha, serei menos feminina? Óbvio que não, temos Atena para nos inspirar, e ver que uma mulher pode ser guerreira, lutar pelo seu espaço e ainda assim ser uma deusa. Deméter nos mostra que podemos ser Deusas, somente nos dedicando ao lar, e ao lado maternal, se isso nos fizer feliz, a mulher de Deméter tem esse perfil de mãezona, seja em casa ou no trabalho.
Em suma, mulheres que optam por seguir o Sagrado Feminino, são mulheres que se sentem seguras em assumir sua feminilidade, seus desejos, e não perdem a sua essência, não aceitam ser o que lhe é imposto, ou o que lhe tentam impor. Ela será sempre uma mulher decida e bem resolvida sobre o que quer de si e para si.
O Sagrado Feminino pode também ser estudado, através de livros, cursos, experiência de grupos de mulheres. Para nós, que seguimos essa filosofia, o importante é sermos e estarmos feliz com nossa condição de mulher, mãe ou esposa, seja qual for a nossa decisão, contanto que ela seja nossa e nos faça feliz.
No decorrer dos artigos espero poder trazer mais informações, livros e vivencias sobre o Sagrado. Por ora espero que tenham gostado e que eu tenha conseguido me expressar sobre o Sagrado Feminino.
Aliás, eu sou uma mulher, que ama um salto alto, mas também amo minhas rasteirinhas, uso um vestido preto sexy, mas também uso meus vestidos que arrastam pelo chão, e vivo em contato com a natureza, abandonei carreira e profissão para me dedicar a minha família, esposo e filhas, e isso me faz feliz, quando achar que devo voltar ao mercado de trabalho, não me assusta começar do zero, mesmo beirando os 40 anos, porque o modo como vivo me faz feliz, e para mim é isso que me motiva a levantar todo dia e ser feliz em mais um dia de vida...


Namaste!









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6 comentários:

  1. O título desse post deixa qualquer mulher curiosa. Mas notei um certo descaso com o movimento feminista em alguns trechos desse post (espero que seja só uma impressão).
    Já tinha ouvido essa expressão no livro "O Código da Vinci" (minha leitura atual) e, bem, fiquei ainda mais curiosa para ler o post.

    http://eueminhacultura.blogspot.com.br/

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    1. Olá Karina! Bem vinda ao Amoras com Pimenta. O post nada tem de descaso com o movimento feminista, é só uma maneira de eu mostrar que sou bem resolvida com minha condição de ser mulher, não brigo no mundo pelo meu espaço, porque eu o já conquistei, sou assim, me vejo como um ser pleno, não preciso e nem sinto necessidade de seguir o movimento feminista; mas respeito quem o segue e tenho muitas amigas que seguem, mas eu me encontrei nessa filosofia e para mim isso está 'louco de bom'..... beijos e espero que tenha gostado do blog.

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  2. Postagem linda!
    O Sagrado Feminino é a representação do resgate do Arquétipo Selvagem da mulher. a alma da mulher tem sido por anos tolhida e prol de uma mulher máquina capaz de sustentar o sistema. Nós mulheres estamos adoecendo e necessitando urgentemente resgatar nosso sagrado feminino. que seja por meio de rituais, livros, cursos, etc.
    Precisamos resgatar nossa alma. Nosso arquétipo Selvagem.

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    1. Exatamente isso Lilian. Quando descobri essa filosofia, me senti como se estivesse voltando 'para casa'..... Me reencontrei e estou muito feliz assim. bjus

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  3. Achei o texto maravilhoso e super inspirador. Na realidade me identifiquei muito com você, desde a sua maneira de levar a vida como também com o fato da minha mãe sempre ter me dito isso sobre o nosso corpo. Por isso acho que já sigo essa filosofia à muito tempo, apesar de amar uma maquiagem, um salto também e ao mesmo tempo me sentir super bem com minhas rasteirinhas, como você mesma fala. Já estou ansiosa por posts com este mesmo tema, adorei de verdade! Super beijo flor e saiba que a cada dia que passa admiro mais ainda o seu blog :D Até mais..

    Mutações Faíscantes da Porto

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  4. Parabéns! Excelente texto. Espero q o espaço cresça e floresça. :) <3

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