As violeta de março - Sarah Jio (Resenha)

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Olá amoras! Hoje trago uma dica de um de um livro simplesmente apaixonante.
Há um bom tempo atrás, ganhei de uma amiga, Eva Zooks, o livro Madame Bovary e junto com o livro veio o marcador de As violetas de março. O livro tinha acabado de ser lançado e eu fiquei doida com capa, com flores de amor-perfeito, depois da orquídea; minha flor preferida, só que eu nunca o encontrava na livraria. Você pega e me diz: Ah, mas você poderia ter comprado pela internet! Sim eu poderia, mas não quis pelo simples fato de que eu precisava pegar o livro, senti-lo, folear e ver suas folhas. Está bom gente, eu sei que parece coisa de gente doida, mas tem livro que sou assim.
Semana passada, numa ida despretensiosa ao shopping, fui até a livraria e lá estava o livro, o primeiro que vi quando entrei, não pensei meia vez, o peguei, comprei mais alguns junto, mas ele veio em lugar de destaque em meu pobre ‘core’. Cheguei em cassa e já o peguei para ler, e o li de um fôlego só, e em 9 horas minha espera de dois anos havia sido recompensada.
No decorrer do livro, o porque do nome e dos amores-perfeito é explicado, o que me fez gostar ainda mais da flor, e também desejar ter um pátio de violetas...


SINOPSE: Emily Taylor é uma mulher jovem e escritora de sucesso, mas não gosta muito de seu próprio livro. Também tem um casamento que parece ideal, no entanto ele acabará em divórcio. Sentindo que sua vida perdeu o propósito, Emily decide fazer as malas e passar um tempo em Bainbridge — a ilha onde morou quando menina — para tentar se reorganizar.
As violetas de março é um livro que pede em sua leitura uma mantinha, uma caneca de chá e um ambiente bem quieto. Bem o ambiente bem quieto eu tinha mas com esse sol que nos assola, a manta e a caneca de chá ficaram só para a foto, rsrsrsrsr. Se tivesse uma chuva bem gostosa também casaria com o livro, mas eu tive que me contentar só com o ambiente quieto, o que não me impediu de viajar para a ilha de Bainbridge, dar um passeio em Seattle, Nova York e voltar pra Bainbridge.
Emily, a personagem principal, é uma autora que fez sucesso com seu livro Chamando Ali Larson, mas depois de escrever esse livro, ela teve meio que um bloqueio e não escreveu mais nada. Casada com um advogado de sucesso e gatésimo, ela sente que sua vida está estagnada, ela quer escrever,quer fazer algo mas nada sai como ela planeja. Para piorar o que já não ia muito bem, seu marido a deixa por causa de outra mulher. Aí sim é que ela sente que precisa fazer algo. Ela não se descabela, não chora ou qualquer coisa parecida pelo fim do casamento, se fosse o caso diria que ela fica em estado de choque. Sua amiga Anabelle, entra em cena e diz que ela precisa sair de NY, ir para um lugar para se reencontrar, para chorar, e isso no sentido literal da palavra.
Enquanto ela volta para sua casa, depois da conversa com Anabelle, Emily se lembra da sua tia Bee, de quando passava os verões em sua casa na ilha de Bainbridge, e o quanto aquela época foi gostosa e quantas boas lembranças ela construiu lá. Chegando em casa ela vai rever algumas coisas que sua tia lhe deu, e em meio a essas lembranças ela liga para Bee, elas conversam e combinam de Emily ir passar o mês de março com ela. Emily arruma tudo para sua viagem, e parte rumo ao seu reencontro.

Ela sempre ia a ilha nos verões, e essa é a primeira vez que ela vai no final do inverno, o que a faz ter outra perspectiva da visão da ilha. Bee mora em uma casa enorme, e arruma o quarto de hospedes para Emily, e quando ela vai se instalar, encontra em sua mesa de cabeceira um diário. Ela reluta em ler, por achar que invadirá a intimidade de Bee, mas o diário não trata de Bee e sim de Esther; o que deixa Emily ainda mais instigada a lê-lo.
Esther, pelo o que está escrito no diário, foi uma mulher que viveu na ilha na década de 30, ela viveu um amor com Elliot, um amor daqueles que só se encontra uma vez na vida, e quando encontra sabe-se que é para a vida toda, mas por causa de um mal entendido, e por falta de Esther ouvir Elliot, ela rompe com ele, e ambos ficam fadado a viverem relações que não os fazem feliz. Elliot vira um conquistador, tudo para esquecer Esther, ela se casa com Bobby achando que terá um bom casamento. Ele vai para a guerra, deixando-a agoniada sem saber se ele voltará. Bem aqueles casos de amor e desencontro, e que torcemos para o casal ficar junto. Esther reencontra Elliot depois que ele volta da guerra, ele pede que ela deixe o marido, e aí a trama da vida de Esther está arranjada, e as dúvidas, os anseios, e as decisões que ela toma levam a um desfecho de sua vida que não esperamos.
Em meio à leitura do livro, ficamos na dúvida se Esther de fato existiu, ou se o que Emily está lendo é um esboço de um livro. E ela decide pesquisar sobre Esther e ler o diário até o final.
Toda vez que Bee é interpelada por Emily sobre quem foi Esther, Bee finge não ouvir e desconversa. Os amigos de Bee, que viveram sempre na ilha, também não falam sobre o assunto. A única que chega a fazer uma menção sobre ela é Evelyn, uma amiga de Bee, mas não fala nada que nos faz ter uma conclusão sobre o diário que Emily está lendo.
E meio a sua estadia na ilha, ela conhece Jack, o que a principio nos diz que surgirá um romance, mas logo adiante ela reencontra um namorado da época de adolescência. O que nos faz pensar que pode haver aí um conflito de sentimentos em Emily. E que quando decido com ela ela ficará, a decisão muito me agradou.
As violetas de março é um livro impossível de largar, depois que o pegamos, ansiamos por terminar, porque ficamos envolvidos em sua teia.
Eu só senti falta de um final consistente. Deu-me a impressão de que a autora não sabia como terminar o livro e terminou onde deu. Eu me envolvo com os personagens, e com o enredo, e sempre há o desejo de saber o que aconteceu depois dos ‘felizes para sempre’. E eu senti falta disso, queria saber o desenrolar de tudo depois que Emily descobre sobre quem foi Esther, quem foi Elliot, e tudo isso a faz seguir em direção a quem ela é.

Ahhhhhhhhhhhh.... E antes que eu me esqueça vou lhes contar que Emily chora.....
Apesar do final, é um livro fadado a ficar ao lado da minha cabeceira, porque é o tipo que lerei e relerei infinitas vezes, porque eu aprendi com uma amiga, a quem eu definira com sendo minha Evelyn, a amiga de Bee, que para tudo em nossas vida tem um momento certo, e as cosias vem até nós quando estamos preparada para ela. Se eu fosse fazer uma dedicatória e dar esse livro de presente o dedicaria a minha amiga borboleta, que tem sido meu contra ponto nessa jornada que chamamos de vida....
Se gostarem, não deixe de comentar.

Namastê!


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3 comentários:

  1. Tem um bom tempo que li esse livro. Muito bom, por sinal!
    Achei o título poético e apaixonante. Emily é uma personagem bem interessante, cativa tanto que devoramos o livro em poucas horas...

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  2. Oi Maravilha! Acredita que sou doidinha para ler este livro??
    Pois é. Estou como você e ainda não sei quando o leirei e saber que você gostou tanto desta obra e leu tão rápido me deixou aqui com um ar de quero mais.

    Espero lê-lo o mais rápido possível!

    Beijos
    www.amorliterario.com

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  3. Oiee ^^
    Ainda não li esse livro, mas estou querendo lê-lo desde que ele foi lançado, porém até agora não o comprei. Sempre aparece um livro mais interessante e com uma capa chamativa, e As violetas de março sempre fica para trás *-*
    MilkMilks
    http://shakedepalavras.blogspot.com.br

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