PAGANUS – SIMONE MARQUES

2 Comments
Olá Amoras!


A resenha de hoje é de um livro, cuja temática eu gosto muito. Aliás; gosto é pouco, eu praticamente me identifico muito com mulheres de livro assim. Apesar de ser um enredo baseado nas bruxas, ele nos traz muito mais próximo da realidade sobre as bruxas do que da ficção, onde as bruxas são capazes de lançar feitiços 'só com o olhar'.




SINOPSE: Portugal, 1673. Duas mulheres celtas e um bebê recém-nascido enfrentam a perseguição da Igreja contra hereges pagãos. Obrigadas a deixar sua aldeia, ajudadas por um jovem cristão, partem em busca de um lugar onde possam cultuar seus deuses livremente. Em meio a sua fuga descobrem que a Grande Mãe tem uma missão para eles e que os levará a lugares inesperados e a uma desconhecida Terra Nova.



Eu ganhei Paganus de uma amiga, como ela mesma se intitula a amiga que mais amo no mundo. E depois de um presente como esse que ela me deu, tenho que dar o braço a torcer e dizer que amo mesmo.

Para autor bom, não existe gênero literário, e sim livro bem escrito, e Simone Marques mais uma vez se enquadra perfeitamente nesse quesito.

Paganus é uma emoção a cada página. No inicio do livro somos apresentados aos homens da família Couto. Dom Couto e seus filhos gêmeos, Douglas e Diogo.

Após a morte da esposa, Dom Couto se torna um home muito frio, sem expressar seus sentimentos, pois sofreu muito com sua perda. Douglas imita o exemplo do pai, e Diogo é o oposto dos dois.

Para que não passassem pela dor da perda como passou, dom Couto treina os filhos basicamente para guerra.  Os meninos, depois da morte da mãe foram criados pela tia, e ela começa a achar que está na hora de arrumar um casamento para os dois. Diogo bem gosta da ideia, ele é mais idealista, se essa for à palavra para descrever... Ele gosta dos bailes que a tia o leva, gosta de ver o empenho da tia em arrumar-lhe uma boa esposa. Douglas é mais prático; se ele pode pagar para ter as mulheres que deseja; para que casar? E é nesse momento que Dom Couto resolver tirar os filhos de perto da cunhada, e os levar para a Vila dos Canetos, onde caçariam as bruxas e os pagãos que teimavam em viver por lá. Dom Couto, é irmão de Dom Fernando, bispo da época.

Aí que o livro começa a tomar forma. Dom Couto, como inquisitor, é um das piores espécies de ser humano que se pode imaginar... Douglas não fica atrás; e Diogo não consegue aceitar tudo aquilo.

Logo de cara, temos uma perseguição a uma ‘turma de bruxas’ que dançavam próximo ao rio, e uma das meninas é capturada. Nesse momento somos apresentadas a Adele, uma menina linda, encantadora, e grávida...  Para sua mãe; Gleide, essa criança que está sendo gerada tem uma missão muito especial, que somente a Deusa pode revelar a ela.

Só que o pai da menina capturada resolve ir até a vila saber de sua filha, chegando lá encontra sua filha morta, reivindica a filha para que tenha um funeral segundo seus costumes, mas Dom Couto nega e ainda o manda de volta a aldeia para avisar oque aconteceu. Só que isso é uma armadilha, para sabre onde está a aldeia. Douglas e Diogo o seguem, enquanto Douglas vai pra exterminar, Diogo pensa numa maneira de salvar aquele povo.

A aldeia é sim invadida por Dom Couto, mas o que acontece á partir daí faz que eu tenha lido um dos melhores romances históricos... E olha que eu nem sou fã do gênero, mas com o eu disse para escritor bom não existe gênero e sim livro bem escrito.




Tudo que acontece com Diogo, Adele, a filha de Adele, e Gleide é de tirar o folego em cada linha lida. A perseguição, a fuga, o nascimento do bebe... Os pagãos convertidos é sempre um momento de tensão na leitura, porque a qualquer momento nosso ‘fugitivos’ podem ser pego. A estabilidade depois de muito tempo fugindo, depois as surpresas que eles têm na aldeia que estabelecem residência... Gente não tem como resenhar o livro, sem querer dar spoilers e contar a trama... 

Sabe aquele livro que depois de lido a gente precisa ter alguém para conversar sobre ele? Assim é Paganus.

Amei Gleide, odiei Gleide, quis mata-la e ressuscitá-la... Mas por fim queria ser igual a ela... Personagem feminino lindo, madura, amarga, mas com uma doçura por trás de tudo...
Adele uma menina romântica, oposto da mãe, sonhadora e que acredita no amor.

Diogo... Ah Diogo!!!! Sem palavras para descrevê-lo, tudo que disser dele seria pouco para traduzi-lo.

Temos também Daniele, filha de Adele, a quem é dado à missão pela Deusa, mas que ela só vai saber em momento certo e oportuno.

Mateus, filho de Adele e Diogo, uma menino encantador e que mostra bem que é filho de quem é...

Também não posso esquecer de mencionar Antônio... Outro anjo na época da inquisição.
O livro tem 343 páginas, por tudo que li e vivi achei pouco, porque quando o livro termina a gente fica com a sensação de quero mais.

Quando o livro acabou, meu sentimento foi de abandono, queria todos os personagens de novo, todos...

Abaixo a capa e sinopse de Samhain, segundo livro da série e que já li e em breve trago a resenha dele.



SINOPSE: Brasil, 1690. Ao pisar numa nova terra, Daniele sabe que sua missão está apenas começando e que ainda terá que enfrentar a intolerância, mas será que estará preparada para abrir mão de alguém que muito ama para que o destino se cumpra?

Namaste! _/\_




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2 comentários:

  1. Oii
    Não conhecia o livro, mais pela sua resenha já quero ler, pois pela sua empolgação parece ser uma leitura tão boa e eu gosto de livros desse gênero. Vou esperar resenha do segundo.

    momentocrivelli.blogspot.com.br

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  2. Oiii!

    Já é a quarta vez que tento comentar a resenha e a net cai :(
    Sou louca para ler esse livro, ainda não tive o prazer de conhecer a obra da autora, como você, adoro livros com essa temática e estou encantada com a resenha, que fortaleceu aquilo que imaginada da obra: nada de clichês! :D

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