A força da vulnerabilidade - Gisele Soares

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Olá amoras!

Agora contamos com uma colaboradora para coluna do Sagrado Feminino \o/.

Conheci a Gisele em um grupo do face do qual nós duas fazemos parte, e ela gentilmente e lindamente aceitou nos ajudar nessa caminhada rumo ao Sagrado Feminino, e eu fiquei muito feliz em tê-la aqui para agregar mais valores e conceitos nessa nossa caminhada.

Vamos ao primeiro artigo da Gisele e lhe dar as boas vindas?

A força da vulnerabilidade



Há algum tempo comecei a escrever textos sobre autoconhecimento. Sempre quis escrever e não encontrava o assunto. Achava que tinha que ser alguma coisa relevante para mim e para quem fosse ler. Ficava me perguntando o que eu teria de significativo para compartilhar com o mundo e não encontrava a resposta. Depois de me comprometer seriamente com minha viagem interior e a fazer mudanças mais que necessárias em mim mesma, percebi que o que mais me ajudou foram as histórias e experiências compartilhadas por outras pessoas. Uma das coisas mais poderosas que existe é um depoimento verdadeiro vindo de um coração aberto. Esse é também algo muito raro de acontecer, mas se há milhões de corações batendo nesse exato minuto, por que tantos estão fechados?

Crescemos em uma sociedade competitiva e de valores predominantemente masculinos onde as emoções e suas expressões são menosprezadas e algumas vezes até ridicularizadas. A consequência disso é que até nós mulheres, mais ligadas aos sentimentos por natureza, passamos a desvalorizar o que estamos sentindo, não damos atenção ao que está aflorando da nossa própria alma ou achamos normal quando o outro menospreza o que sentimos. Acreditamos que para sermos amadas precisamos nos encaixar nessa loucura generalizada que se instalou no nosso mundo doente. Seguimos sufocando partes essenciais do nosso ser e vestimos a armadura da mulher moderna que quer competir de igual para igual com os homens. Que quer provar que pode fazer mil coisas ao mesmo tempo e todas bem. Uma mulher quase máquina que se esquece que somos humanos e não temos como desligar a nossa sensibilidade. Qualquer tentativa nesse sentido cria distorções no nosso emocional, gerando um grande número de doenças como depressão, ansiedade e outras do tipo.

Eu carreguei essa armadura de super mulher por muito tempo. Nunca consegui ser super e ainda por cima fiquei aprisionada em uma realidade pesada demais, meu coração havia se fechado por completo. Pagamos um preço muito alto por não darmos ouvido aos nossos sentimentos. Nos desconectamos de nós mesmos, ficamos doentes e não conseguimos ter bons relacionamentos. Afundamos em areia movediça e muitas vezes nem somos capazes de pedir ajuda. Quanto mais nos fechamos, mais afundamos. Depois de entender que eu precisava me abrir para me curar e que não se pode amar sem se colocar vulnerável, comecei lentamente a me abrir apesar do medo. Começar a escrever, por exemplo, não foi fácil. Havia ali um certo desconforto, mas que foi compensado com o retorno que tive de pessoas que leram meus textos e foram tocadas de alguma forma. Percebi então que se abrir, se colocar vulnerável é sinal de força. Um coração aberto tem o poder de tocar outros e de transformar relações para melhor.

Na última semana, tive a oportunidade de conversar longamente com uma amiga de muitos anos. Ela também está na jornada do autoconhecimento, alguém com quem posso falar de coisas pessoais. Toquei em questões muito delicadas para mim e disse que era difícil fazer aquilo, mas esse foi mais um passo para fortalecer conexões verdadeiras com pessoas importantes para mim. Aprendi que se alguém não gostar de quem você é além das aparências, é melhor que saia o mais rápido possível da sua vida. O gesto de se abrir acaba peneirando os relacionamentos da sua vida e só os bons frutificam. A força de se colocar vulnerável vem da conexão que estabelecemos primeiramente com a nossa verdade. Ao se expressar livremente com aqueles em que podemos confiar, nós sentimos que temos um lugar no mundo, que temos direito a vivenciar uma gama de sentimentos e emoções positivas ou negativas, mas que são humanas e se as negarmos, estaremos negando a nós mesmos. E ninguém merece esse fardo.

Todos nós nascemos com luz própria e é natural que deixemos ela brilhar. Quando você se permite brilhar, é como se desse permissão a quem está a sua volta para brilhar também. A sua luz é única e sem ela o mundo fica faltando uma parte. Abrir o coração pode ser difícil, mas pode ser feito aos poucos, um passo de cada vez. Todo pequeno esforço nesse sentido conta com o suporte do universo inteiro e sempre é recompensado. É preciso muito mais coragem para se abrir do que para se fechar. E as melhores coisas da vida só podem ser experimentadas com o coração aberto. Espero que você alcance a plenitude em sua vida, com um passo de cada vez sempre se pode ir longe.



Gisele  Soares

Gisele, eu amei o artigo e sua maneira simples de nos passar exatamente o que pensa.

Seja mais que bem vinda ao meu cantinho, é um prazer tê-la aqui para juntas caminharmos.

Namaste! _/\_



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