O Anuário da Grande Mãe - Mirella Faur

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Eu fui apresentada a bruxaria por uma amiga. Na época, me lembro de que quando ela começou a falar de Deusa, de wicca, e de todo assunto envolvendo o tema enormes pontos de interrogação foram surgindo em minha cabeça. A tese dela era: “se existe um Deus homem, porque não uma Deusa mulher.” E eu que gosto muito de estudar, fui atrás de conhecer essa nova corrente.

Foi aí que conhecei a Wicca, e depois de estudar e ver o que era eu vi que não era a wicca que eu procurava. Mas dentro de muitos conceitos que estudei, eu praticamente criei um culto meu. Tudo eu ia fazendo de maneira muito instintiva e natural. Naquela época não existia as facilidades da internet e dos sites de pesquisa, então eu buscava o que tinha em livro físico, e o restante dentro de mim.
Há uns três anos atrás, estudando um assunto para um artigo no blog eu me deparei com o nome SAGRADO FEMININO. Nesse momento algo estalou dentro de mim, e me disse: ‘epa, peraí!!!! Eu vivo isso!”e foi assim que veio meu encontro com a terminologia Sagrado Feminino. Mais uma vez lá fui eu em busca de fontes de estudo sobre o tema. Quando eu comecei a estudar (somente pela net) eu disse ao meu marido: “amor vem ver, o que vivo tem nome”!”. Mas ainda assim, as fontes de pesquisa eram escassas”.

Foi então que conheci a Mirella Faur e seus ensinamentos e vi que ela tinha livros publicados, mas cadê de achar esses livros? Eu me via diante de duas opções: Ou estudava no site,  ou comprava um ou outro livro dela por um site de sebo virtual onde os livreiros cobravam os olhos da cara pelos livros que possuíam. Diante de tal situação, optei pelo site.


Ano passado vi que a Editora Alfabeto começou a publicar os livros de Mirella Faur, e aí sim meu coração se encheu e esperança de ter fontes de estudo.  

O primeiro livro que vi foi O Anuário da grande mãe. Confesso que o já tinha visto na net em forma de pdf, mas não dá para estudar por pdf e também não acho certo e justo com que escreve e com que publica isso. Fiquei na espera de poder ter o meu físico, e esse ano pude ter.
Pois bem, após essa imensa introdução de minha vida, (rs) vamos ao livro em si:

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SINOPSE: Amplamente documen­tado e ilustrado, o Anuário da Grande Mãe é um precioso auxiliar na descoberta da energia curadora e renovadora do Sagrado Feminino.
Praticantes, solitários ou em grupos, vão encontrar informações indispensáveis para os rituais e festejos dos plenilúnios (Esbats) e das comemorações da Roda do Ano (Sabbats) com suas correspondências astrológicas.
Baseado em extensa pesquisa bibliográfica, fundamentado nas vivências da autora com grupos de mulheres no Brasil, e em diversos países, o livro aborda temas como a influência das fases lunares e de suas deusas em nossas vidas, agregando informações sobre as Luas especiais, os Mistérios do Sangue e a Lenda das Treze Matriarcas, estudos sobre as celebrações diárias, sím­bolos, altares, objetos e rituais atribuídos às Deusas que existiram ao longo dos tempos nas culturas dos cinco continentes.
O Anuário da Grande Mãe, com mais de 900 deusas, constitui-se no mais completo e diversifica­do estudo publicado em língua portuguesa sobre os arquétipos da Deusa existentes em várias culturas e tradições antigas.

O livro possui 576 páginas do mais lindo e puro estudo e compilado sobre diversas Deusas, seus cultos, seus dias de celebração e como celebrar.

Eu costumo dizer que ele é uma bíblia de culto a Deusa. 
Na primeira parte do livro temos celebrações desde o dia 01 de Janeiro até o dia 31 de Dezembro. Alguns dias tem mais de uma Deusa e ela explica sobe cada uma. Não se trata de um livro acadêmico onde temos páginas e mais páginas de dissertação sobre a Divindade, mas o que precisa saber para a celebração. Qualé a Deusa, de onde veio o se culto, e como se cultua, são os tópicos dessa primeira parte. Para mim ficou muito mais fácil saber como preparar o meu altar para o dia. 

Após a parte que no mostra o culto as Deusas, Mirella nos traz um capítulo somente sobre a roda do ano. Quais são, como são e como celebrar.
Pela Deusa, quem me dera ter algo tão didático quando comecei a celebrar as rodas do ano. Eu me perdia nas datas, de como celebrar, como montar o altar, a que Deus devemos reverenciar.
Ela nos traz explicações do são os Esbás, que de uma forma mega superficial, digo a vocês que são as celebrações referentes as fases da lua. Por exemplo: se a Lua etá sob o signo de sagitário, ela nos explica o que é esse Plenilúnio, a posição que a Lua e o Sol se encontram, os elementos que devem ser usados no ritual, as divindades a serem invocadas e o ritual em si.

Aí quando eu já estava envolta em meus estudo e pensava que o livro não podia melhorar, eis que vem um capitulo só sobre Mistérios do Sangue e a Cura da Mulher.
Eu super defendo a  menstruação, aprendia convier com a minha e a parar de brigar com ela. Salvo em caso clínicos onde a mulher não pode ou não deve menstruar, menstruar não tem nada do que nos foi passado. Que é ruim, que atrapalha a vida da mulher, que é sujo, que é nojento... em fim quando se aprende a convier com a menstruação, ela deixa de ser o bicho papão. Nesse capitulo, aprendemos a lidar com o menarca, o primeiro sangue, fazer a celebração da menstruação ao longo de nossa vida menstrual e também tem o rito do ultimo sangue. um ritual para nos despedirmos de nossa vida menstrual. Gente é lindo.



E para fechar o livro com chave de outro, Mirella nos remete as Treze Matriarcas, de onde vem a lenda e os ritos do Sagrado Feminino. Como montar o altar, como realizar um ritual. Como puxarmos a Lua. E Considerações sobre a classificação das Deusas.




O Anuário da Grande Mãe e um livro para pegar e ler tudo de uma vez, assim como fazemos como livro de leitura? Para mim não foi; e olha que sou leitora compulsiva, quando ego um livro desejo ler logo. Mas pode? Pode. Mas eu sugiro, que se você adquirir o seu, que o deguste com um vinho fino e raro. Leia suas páginas, assimile o que é passado, saboreie cada ensinamento. Anote as partes que chame sua atenção. Grife o livro e as partes que achar importante para você. Não grifei o meu, porque começaria na primeira pagina e terminaria na última, rsrsrsrsrsr.
Me perguntaram no meu instagran se o livro é bom, porque já foi dito que ele é 'muito moderno". Minha resposta foi: Defina moderno. Sabe porque? Antigamente o recursos eram outros, e os materiais outro, ms a essência do culto é o mesmo. Não é porque hoje temos taça de cristal, e não de barro, que a taça de cristal é errada. O caldeirão é de alumínio, e não de ferro? Ok, antigamente o ferro era mais comum, e alumínio caro, e hoje em dia é o oposto. 
Então, se tiverem diante de uma duvida durante o estudo, pense como você faria se estivesse há de´cadas atrás, a resposta sempre esta dentro de nós. 
Como fonte de estudo, eu ainda não encontrei nenhum livro, nem autor que preenche tantas lacunas que eu tinha, tantas duvidas e tantos 'como eu faço agora' respondidos.



Desculpem a resenha ter ficado imensa, mas não tinha como ser diferente. ainda trarei resenha de cada capitulo, falaremos, estudaremos e debatermos juntas cada tema abordado, mas de inicio eu precisava falar com você o quanto o livro é importante e magnifico.


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3 comentários:

  1. Nossa, muito legal o livro e o estudo que você fez dele, acho tudo que tem haver com o sagrado feminino interessante e amei saber mais desse livro e de você.
    https://caffecompalavras.blogspot.com.br/

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  2. Nossa Lunna Inri, me empolguei. Sempre tive curiosidade, cheguei até a pesquisar sobre a grande mãe.
    Meu entusiasmo pelo assunto aconteceu há muito tempo, quando li Brumas de Avalon, pode rir, mas os rituais me encantava tanto que m4 levou à pesquisa.
    Folgo em saber que este livro irá preencher lacunas no meu breve estudo.
    Bjs

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  3. Oi Maravilha!
    Sua resenha ficou ótima e como sei que você ama e vive esse tema a resenha ficou ainda mais esclarecedora para os leigos no assunto como eu, rs. Além do mais, a capa é super bonita. Bom,espero que encontre mais a respeito e que sempre esteja estudando a fundo tudo que diz respeito a cultura do Sagrado Feminino

    Beijos

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